<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783</id><updated>2011-04-21T16:17:34.740-03:00</updated><title type='text'>Literatura de Bordel</title><subtitle type='html'>Isto não é um blog! É apenas um pedaço de nada dedicado a minha loucura. Por isso, fique a vontade e CUIDADO para não pisar nos periquitos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-113104196789320319</id><published>2005-11-03T16:18:00.000-02:00</published><updated>2005-11-03T16:19:27.916-02:00</updated><title type='text'>Dorminhoco.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Certo dia, acordei com muito sono e resolvi cochilar mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei, todo cagado e mijado em um quarto branco, vestindo uma roupa um tanto quanto apertada, debaixo de um lençol azul, com um cano enfiado guela abaixo e com uma porra de uma agulha fincada em meu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu lado, mais duas pessoas dormiam e continuaram dormindo, sem esboçar qualquer reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma enfermeira me olhou com uma cara de espanto e começou a chorar muito. Ajoelhou-se ao meu lado e gritou: “É um milagre!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo uma série de médicos apareceram. Tiraram o cano da minha boca, confesso que foi um alívio, logo em seguida me limparam e começaram a me apalpar insanamente. Disseram que logo tudo seria esclarecido. Pedi pra ver a minha mulher. Falaram que isso já seria providenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que me trancaram no quarto não vi mais nada. Não conseguia identificar claramente o que acontecia do lado de fora. Podia sentir que um certo tumulto estava em andamento no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tão desnorteado que não conseguia pensar em outra coisa a não ser nela, no meu porto seguro, na minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, entrou um médico com uma velha ao seu lado. Ele disse que aquela era minha esposa. É claro que fiquei nervoso! Eu sabia, melhor do que ninguém, que aquela não era a minha mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela velha ficou ali, na minha frente, falando um monte de besteiras. Dizendo que eu tinha dormido por trinta e seis anos, que ela havia se casado novamente, que meu filho tinha morrido de overdose, que meus pais haviam falecido – meu pai de cancer e minha mãe de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei um berro e mandei ela ir embora. O médico pediu pra eu me acalmar e retirou a velha mulher em prantos do quarto. Achei que aquilo tudo não passava de um pesadelo, virei para o lado e fiz o que qualquer pessoa no meu lugar faria: voltei a dormir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-113104196789320319?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/113104196789320319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=113104196789320319&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/113104196789320319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/113104196789320319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/11/dorminhoco.html' title='Dorminhoco.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-113103928320335214</id><published>2005-11-03T15:34:00.000-02:00</published><updated>2005-11-03T15:35:02.896-02:00</updated><title type='text'>Vida nova.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Quando estiver prestes a morrer, naqueles instantes finais, em que a consciência está para abandonar o corpo ad eternum, não quero me arrepender. Por isso, deixo registrado aqui, que a partir de hoje, não serei mais a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixarei a rigidez de lado. E isso vai servir para todos que me cercam e, também, para mim. Mas, para que isso aconteça, terei que ser menos objetivo, afinal, não tem como ser menos rigido sendo objetivo. Por isso, a partir desse momento, a subjetividade fará parte da minha essência. Agora, para ser subjetivo, não posso mais ser ansioso, afinal, todo tempo do mundo será pouco para dar uma resposta. Logo, uma calma transcendental encherá o meu espírito e transbordará pelos meus poros. Por falar nisso, tenho que começar a acreditar que tenho um espírito, assim, além de manter a calma, posso me desapegar dos bens materiais, passar a ser solidário e claro, dar sem esperar receber qualquer tipo de recompensa nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo, a cada segundo me sinto melhor, mas ainda tenho muito trabalho pela frente. Por isso, está decidido que, jamais me considerarei novamente dono da verdade. Eu não preciso disso! Já existe um monte de gente falando o que é verdade, o que é certo e o que é errado, assim, nunca mais ninguém me verá defendendo ardorosamente um ponto de vista que, teoricamente, é tão verdadeiro quanto um deus. Blasfêmia! Não posso dizer isso outra vez. Se, tenho um espírito, é óbvio que o mesmo é um presente do Divino. Ah sim, a partir desse momento não serei mais agressivo, não! Afinal, saberei entender e perdoar a todos que me cercam e a mim. Serei generoso, doarei tudo que tenho, e farei da minha vida uma cruzada pela compreensão. Compreenderei que todos os seres humanos são lindos, exatamente por serem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo passo: abandonarei a carne. É uma tremenda brutalidade o que eles fazem com os animais. Ninguém merece passar por isso, nem mesmo um animal. Viverei apenas de vegetais. Já posso sentir o poder da natureza regogizando em meu ser. Paz, finalmente paz... A paz interior, a paz que se sente, a paz que se faz perceber, a paz que sublima. Serei um novo homem, sem defeitos, apenas virtudes e amor transbodarão de minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se, depois de tudo isso, algum filha da puta, ignorante, radical, lerdo, almofadinha, ateu, dono da verdade, comedor de carne, me encher o saco. Eu juro, por tudo que há de mais sagrado que, em menos de um segundo, eu estouro ele de porrada, como seu fígado, estupro sua mãe, roubo sua carteira, cuspo na sua cara, torturo seus filhos e faço ele pedir perdão de joelhos e jurar por deus que nunca mais vai fazer uma idiotice dessas de novo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-113103928320335214?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/113103928320335214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=113103928320335214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/113103928320335214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/113103928320335214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/11/vida-nova.html' title='Vida nova.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112542631022968852</id><published>2005-08-30T15:20:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T15:25:10.230-03:00</updated><title type='text'>Parcimônias - R$ 1,99.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Quem disse que eu sou insensível? Isso é uma tremenda de uma mentira, sou sensível pra caralho! E, se você ficar repetindo esse assunto, vou te encher de porrada. Não quero nem saber se o corpo da sua vó chega hoje ou não. E vê se engole esse choro, senão além de arrebentar a sua boca, estoro toda a sua família no velório, sua vagabunda. Jamais repita que não sou um cara sensível.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112542631022968852?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542631022968852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542631022968852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/parcimnias-r-199.html' title='Parcimônias - R$ 1,99.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112542583325989562</id><published>2005-08-30T15:15:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T15:17:13.260-03:00</updated><title type='text'>Olha que gracinha os meus cachorrinhos brincando.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6335/580/1600/pups.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6335/580/320/pups.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112542583325989562?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542583325989562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542583325989562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/olha-que-gracinha-os-meus-cachorrinhos.html' title='Olha que gracinha os meus cachorrinhos brincando.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112542565006253535</id><published>2005-08-30T15:13:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T15:14:18.156-03:00</updated><title type='text'>De repente o tênis.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Não posso usar esse tênis, escorrega. Não posso escorregar, quebra. Não posso quebrar, trabalho. Não posso trabalhar, estresse. Não posso estressar, engordo. Não posso engordar, deforma Não posso deformar, amo. Não posso deixar de amar, depressão. Não posso deprimir, isolado. Não posso me isolar, relação. Não posso deixar de me relacionar, diversão. Não posso deixar de me divertir, vida. Não posso deixar de viver, morte. Definitivamente tenho que achar outro tênis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112542565006253535?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/112542565006253535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=112542565006253535&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542565006253535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542565006253535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/de-repente-o-tnis.html' title='De repente o tênis.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112542468485037621</id><published>2005-08-30T14:57:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T14:58:04.850-03:00</updated><title type='text'>Parcimônias - 2.775,42</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Existe uma linha muito tênue que separa a genialidade da loucura, eu apaguei essa linha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112542468485037621?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542468485037621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542468485037621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/parcimnias-277542.html' title='Parcimônias - 2.775,42'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112542457979843329</id><published>2005-08-30T14:54:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T14:56:59.733-03:00</updated><title type='text'>Parcimônias (0,57).</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O melhor de ser esquizofrênico é poder ter a certeza de que, por pior que esteja a situação, eu nunca estou sozinho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112542457979843329?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542457979843329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112542457979843329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/parcimnias-057.html' title='Parcimônias (0,57).'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112540920976287823</id><published>2005-08-30T10:38:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T10:40:09.770-03:00</updated><title type='text'>Mais um momento qualquer em uma vida qualquer.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Era mais um momento comum, em um dia comum de uma vida comum. Uma respeitosa senhora de 62 anos, viúva há 21 anos, solitária e triste, descia a escada rolante estática, com um olhar perdido e, as pesadas sacolas de plástico, carregadas com as super-ofertas do supermercado, rompiam levemente sua resistência e traziam-lhe a cada dedo que não resistia um rompante de realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele encontro não estava programado. Mas, quando seus olhos se cruzaram, não houve dúvidas: haviam sido feitos um para o outro. Ela caminhava em sua direção e ele permanecia parado. Quando percebeu que ela estava indo ao seu encontro, levantou-se, deu três passos para frente e abanou sua pequena bunda branca descontroladamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de nunca ter entrado em um lugar daqueles e achar completamente inadequado um lugar que vende alimentos vender animais de estimação, entrou na pequena loja e comprou seu companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era lindo, branquinho, pequeno, com pouco mais de três anos e com todas as vacinas em dia, aquela criança era o sonho de consumo de muitas famílias. Mas, poucos se atreveriam a comprar crianças já com tal idade. Fora os custos: todos sabem que sustentar uma criança não é fácil, ainda mais nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para nossa decente viúva, isso não seria problema: o Brigadeiro havia deixado uma boa poupança e alguns confeitos que se desgrudaram sem que o mesmo houvesse percebido, antes de ser devorado por uma psicopata esquizofrênica que tinha mania de assassinar Brigadeiros a mordidas em suas crises tepeêmicas. Bom, mas isso não vem ao caso, o fato é que a nossa respeitosa senhora tinha uma bela poupança e, exatamente por isso, comprar e criar aquela criança não seria um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agasalhou e embalou pra viagem a sua criança recém-comprada. Chegando em casa, abriu o pacote, lavou bem a criança, passou perfume e talquinho, colocou um lacinho rosa na cabeça e deu para os cachorros: que brinquem com seu novo animalzinho de estimação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112540920976287823?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/112540920976287823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=112540920976287823&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112540920976287823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112540920976287823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/08/mais-um-momento-qualquer-em-uma-vida.html' title='Mais um momento qualquer em uma vida qualquer.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-112082359412156518</id><published>2005-07-08T08:52:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T08:53:14.126-03:00</updated><title type='text'>Delete.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Ela se vangloriava de ter um incrível dom: o de deletar pessoas de sua vida. Sempre que era contrariada, deletava seu desafeto. Achava complicado ter que concertar as coisas, mudar, evoluir, ceder, conversar. Era mais simples, fácil e prático, deletar a existência da pessoa de sua vida. Tinham semanas, que ela deletava até duas pessoas simultaneamente. Mas, deletar duas pessoas era um caso raro, só acontecia na TPM. Assim, viveu 40 anos de sua vida deletando pessoas, cada vez mais e por motivos que foram se banalizando com o passar do tempo, sem o menor pudor. Até o dia, que conheceu alguém que também tinha o dom de deletar pessoas. Inevitavelmente eles brigaram e, ela foi deletada primeiro. Nunca mais ninguém teve notícias suas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-112082359412156518?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/112082359412156518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=112082359412156518&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112082359412156518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/112082359412156518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/07/delete.html' title='Delete.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-111627752364302517</id><published>2005-05-16T18:04:00.000-03:00</published><updated>2005-05-16T18:05:23.646-03:00</updated><title type='text'>O bailar do arrependimento.</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Ela tinha ido para o cemitério. Sei lá, talvez tenha achado que era um bom lugar para chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava em casa, com um misto de raiva, frustração e angústia. Um revirar na boca do estômago, um aperto no coração. A pressão devia estar mais alta que o Michael Jordan - eu tenho hipertensão. Isso é hora de pensar nisso?! Tenho é que achar um jeito de consertar a cagada que eu fiz. Bom, pelo menos já sabia que ela tinha ido para o cemitério – que lugar mais semiótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava quente perto do meio-dia naquele domingo. Quente e seco. O sol estava a pino e logo que entrei, pela entrada dos fundos daquele cemitério, senti um clima leve. Diferente do clima habitual desse tipo de lugar. Nessa hora percebi que os espíritos que ali residem apreciam a energia transmitida pelo sol. Diferente da Lua, que desperta nos corações solitários a lamúria e a solidão, mas isso já é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com certa dificuldade de locomoção, amparado por duas mulatas, digo, muletas, cruzei os corredores da morte. Via famílias inteiras, unidas, sem brigas, obrigadas a superar suas diferenças eternamente, um sobre os outros, sem nem ao menos poderem rir disso juntas. Prestei muita atenção no fim, o escuro, o dia “D” – derradeiro –, final, o vai ou vai, sem a possibilidade da palavra racha. E pude enxergar, ali, com um pouco mais de concentração, que o arrependimento bailava entre os epitáfios. Sem nenhuma timidez, o arrependimento se mostrava, ali, como um senso comum entre os defuntos. Assanhado como uma puta velha desesperada por qualquer troco ou uma carreira de pó ou angustiado como um mendigo atrás de pão com mortadela e uma dose de pinga para o seu café da manhã. Naquele instante percebi que havia errado. Vi meu fim, pude observar que a partir daquele momento havia mandado um convite irrecusável para ele. O arrependimento estava convidado a bailar em minha tumba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperei-me. Revirei aquele cemitério, deixei de pernas pro ar. Perguntei muito sobre a mulher de cabelo vermelho curto em prantos. Nada. Nem vivos, nem mortos responderam ao meio anseio. Não era possível, onde ela poderia estar escondida? Debaixo da terra, era isso! Estava claro como a mais cristalina das águas da Terra. Não tinha ferramentas, apenas minhas mãos, o meu ganha pão, e foram elas mesmo que usei para começar a cavar. Confesso que achei que fosse dar um certo trabalho, mas era um mal necessário, ossos do ofício, se é que você me entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois me trouxeram pra cá. Estou aqui, agora, pedindo por favor para me dispensar, doutor. Eu sei que você pode estar me achando meio louco, mas seu não voltar lá, se não conseguir corrigir meu erro, o arrependimento vai receber o convite que eu mandei e vai dar a desonra de sua presença em meu túmulo. Posso ir, doutor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-111627752364302517?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/111627752364302517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=111627752364302517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111627752364302517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111627752364302517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/05/o-bailar-do-arrependimento_16.html' title='O bailar do arrependimento.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-111280827568500993</id><published>2005-04-06T14:22:00.000-03:00</published><updated>2005-04-06T14:24:35.686-03:00</updated><title type='text'>Cinco segundos antes do ponto final.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“O Roberval morreu de parada cardíaca. A Ruth de enfisema. A Roberta de trombose. E eu? Vou morrer do que?”&lt;/em&gt; – Renata, 14 anos, estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Que gostosa! Olha pra mim vai, olha pra mim, quero comer sua xoxota sua vagabunda! Ah, como eu gosto de uma xoxota.”&lt;/em&gt; – Margareth, 40 anos, travesti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Tenho que planejar o melhor caminho, se eu for por dentro, não, não, dentro ta interditado por causa daquele buraco. É melhor ir por fora, mas aí, putz, aí é foda também.”&lt;/em&gt; – Durval, 36 anos, engenheiro da prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Porque será que ele disse aquilo? Será que ele quis dizer alguma coisa? Vou ter que conversar com ele.”&lt;/em&gt; – Dayan, 26 anos, homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Se ele não me pagar dessa vez eu mato! Ahhhh mato! Aquele filha da puta. Vou esfaquear ele até as tripas escorrerem pelo seu bucho. 2 meses pra me pagar R$ 10,00... Esse merda vai ver com quem ele ta mexendo”&lt;/em&gt; – Jarbas, 38 anos, professor de matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Aquele padre é um gostoso, como eu queria transar com ele na sacristia. Quero dar que nem  eu fazia com os outros, antigamente. Ele deve ter um pau gigante.”&lt;/em&gt; –  Dona Yollanda, 72 anos, bisavó e carola de Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...farofa, eu gosto de farofa. Será que vai ter farofa na casa da mamãe hoje? Acho que vou ligar pra ela.”&lt;/em&gt; – Roberto, 48 anos, filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Como eu amo a minha família. Não posso deixar eles na mão. Mas eu vou conitnuar procurado um emprego. Tenho que achar um. Não posso deixar meu filho passar fome.”&lt;/em&gt; – Umberto, 19 anos, ladrão de banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Assim que parar nesse ponto final vou encher a cara. O diazinho de merda.”&lt;/em&gt; – José, 38 anos, motorista de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-111280827568500993?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/111280827568500993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=111280827568500993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111280827568500993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111280827568500993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/04/cinco-segundos-antes-do-ponto-final.html' title='Cinco segundos antes do ponto final.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-111278680016203542</id><published>2005-04-06T08:25:00.000-03:00</published><updated>2005-04-06T08:26:40.163-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"No fim tudo é uma piada."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Charles Chaplin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-111278680016203542?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111278680016203542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111278680016203542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/04/no-fim-tudo-uma-piada.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-111002812804083460</id><published>2005-03-05T10:02:00.000-03:00</published><updated>2005-03-05T10:08:48.046-03:00</updated><title type='text'>Pecado é provocar desejo e depois renunciar.</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Oi? Há quanto tempo...  O q achou do meu nick? Hehehe...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Acho interessante, levando em consideração a sua tendência por preferir agir dessa maneira. O seu nick é uma forma de mostrar o seu verdadeiro "eu", criticando o que você é ou, deseja ser. É mais ou menos como aquela pessoa que mente falando a verdade... quer dizer, essa é apenas uma de minhas teorias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deixa eu ver se eu entendi...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vc quer dizer q eu sou do tipo q provoca desejo e renuncia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exatamente. Mas, não de uma forma explicita e planejada - quer dizer, não posso afirmar que não seja de uma forma planeja, na verdade eu prefiro achar que não seja. Talvez não você, sua consciência, mas o seu lado que age sem pensar - visto o seu gosto por divulgar fotos com pouca roupa. Isso é uma maneira de provocar para renunciar. Na verdade, arriscaria dizer que você alimenta até um certo prazer...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;... por isso, seria algo como: provocar desejo para depois ter o prazer de renunciar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas acho isso normal, na verdade é coisa de  mulher...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acho q vc tem razão! Eu abuso desse, q é um costume feminino.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Gostou da teoria? Inventei agora, sempre fui bom de teorias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tô achando q vc não tá muito bem... Está sem poesia hj... Não q deva estar sempre com poesia. Mas, tô preocupada. Poesia é sua marca.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A parte que as pessoas vêem, ou preferem ver, é a parte da poesia... é mais legal acreditar nisso. Eu também prefiro acreditar que sou assim sempre que possível. Mas hoje, realmente, estou chato e rabugento, hoje será um grande dia pra mim.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fato de vc ser chato e rabugento não faz com q sua essência não seja a poesia. Grande dia, pq?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essência, eu gosto dessa palavra. Sabe porque? Por que ela tem exatamente o sentido da poesia... Pode ser superficial como um perfume ou profunda como sua alma. Na verdade a essência no meu caso se aplica à superficialidade poética... Algo que eu uso de vez em quando, sempre que é do meu interesse.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não se auto-deprecie! Essa é a parte q vc quer q seja sua essência! Somos nós que construímos nós mesmos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso não é uma auto-depreciação, é apenas a realidade... e, como vc sabe, a realidade não é poesia. Muito pelo contrário, é chata, normal e cíclica. Por isso, eu teimo em fugir dela sempre que possível... Pra tentar buscar a poesia que falta em mim. A poesia está nas palavras, o resto que já está construído é a matéria, o real... Sempre que falamos ou escrevemos moldamos a realidade da maneira que a poesia dentro de cada um de nós ordena...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se é isso q vc acredita, então assim é pra vc.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro, claro. Como disse, não acredito na maioria das coisas que escrevo ou digo... Esta é apenas mais uma forma de se auto-flagelar, uma maneira de encontrar a minha poesia...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quer dizer q vc acha que está se auto-flagelando nesse exato momento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today is a good day to die diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depende, se você acha que estar com uma arma apontada para o céu da boca desde o momento que a gente começou a conversar, seja uma maneira de se auto-flagelar, sim.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O q?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vc está com uma arma apontada pra onde?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hei, não faça nenhuma idiotice, estou indo praí...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espere...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é provocar desejo e depois renunciar diz:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem alguém aí?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-111002812804083460?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/111002812804083460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=111002812804083460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111002812804083460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/111002812804083460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/03/pecado-provocar-desejo-e-depois.html' title='Pecado é provocar desejo e depois renunciar.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110633185736204608</id><published>2005-01-21T16:04:00.001-02:00</published><updated>2005-01-21T16:27:39.126-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Muitas pessoas são bastante educadas para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Orson Welles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110633185736204608?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110633185736204608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110633185736204608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/muitas-pessoas-so-bastante-educadas.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110633078551649135</id><published>2005-01-21T16:04:00.000-02:00</published><updated>2005-01-21T16:06:25.516-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A visão bifocal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Assim que acordei percebi que aquele Filho da Puta tinha me enganado de novo. Lá estava ele, dormindo como se nada houvesse. Eu já tinha tentado conversar com ele diversas vezes, mas ele sempre foi grosso e preferia viver dando suas cabeçadas por aí. Mas dessa vez ele tinha passado dos limites, de todas as coisas impensadas, feitas por impulso e não inconseqüentes, essa era a pior. Ele fazia isso porque sempre contou com meu apoio, sempre passei a mão em sua cabeça. Mas, dessa vez eu havia pego ele em flagrante, não tinha desculpa que o tirasse daquela situação. Puxei ele em um solavanco pra fora e comecei a berrar, descontroladamente. Ele ficou ali, murcho, como se não fosse com ele. Aquilo foi me enervando, me tirando do sério pra dizer a verdade. Comecei a dar tapas nele e nada. Xingava de tudo que é nome, batia cada vez com mais força e no meio daquela briga eu repetia incessantemente: - Está doendo mais em mim do que em você. Mas dessa vez você tem que aprender. Dei tanta porrada, berrei tanto, que acabei desmaiando. Quando acordei, ele simplesmente não estava mais ali. Tinha me abandonado, para sempre, saiu. Depois de mais de trinta anos de relacionamento ele havia ido embora sem se despedir. A única coisa que desejei naquele momento foi que ele voltasse, se comigo por perto ele já aprontava, fico imaginando agora, sozinho e solto na vida. Em quantas bucetas sujas aquele caralho ia entrar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A visão ciclope.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Foram 37 anos de convivência. Passamos por muitas aventuras juntos. Sem dúvida ele era um grande companheiro. Tá certo que nem sempre nos entendíamos no que diz respeito aos horários. Ele não queria saber, quando não estava afim de acordar ele me socava até eu acordar. E, por outro lado, tinham vezes que eu ficava ligado durante horas e ele nem aí, me ignorava sumariamente. Era uma relação muito cômoda pra ele, mas eu nunca reclamei. Às vezes ele ficava horas brigando comigo, eu fingia que não ouvia nada, eu sabia que a culpa não era minha afinal, quem me levava até a ação eram as pernas deles. O fato é que a nossa relação foi se desgastando com o tempo e eu já vinha pensando em uma maneira de fugir. Quando aquela buceta me acolheu tão bem daquela forma, cheguei à conclusão que ali seria um excelente novo lar pra mim. Ele perdeu o controle naquela manhã, me surrando, me xingando e me humilhando, foi a minha deixa. Aproveitei que ele desmaiou e fugi. Nunca mais quero ver aquele Filha da Puta, agora ele vai ter que se virar sem mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A visão holística.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Foi uma noite típica. Bebi feito uma cadela, procurei um otário qualquer, e dei sem parar durante a madrugada inteira. Desde que eu peguei AIDS, por causa de um merda de um namorado que resolveu me trair com um travesti sem camisinha, fiquei revoltada e sai trepando sem parar. Quando o idiota quer foder sem camisinha eu dou mesmo, não tô nem aí. É claro, que quando ele pede pra usar camisinha eu deixo. Mas, aquele idiota prepotente, quarentão, ficou babando assim que passei - modéstia a parte, e apesar da AIDS - sou uma puta de uma gostosa. Tenho um metro e setenta e cinco, seios fartos, bundinha empinada com uma tribal no lombo, olhos verdes e pele bem branca. O negócio é que sempre gostei mesmo foi de dar e aquele velho babão, apesar de tudo, tinha uma pica boa. Sei que acordei aquela manhã com um solavanco, a cena que se seguiu não foi nada agradável, ele berrava de forma descontrolada com o próprio pau, que louco. Parecia que ele sabia que eu tinha AIDS. Fiquei congelada de nervoso. Não sabia como reagir. Depois de um ataque histérico de uns cinco minutos, um monte de palavrões e de bater no próprio pau, ele desmaiou. O seu pau estava ali, jogado e cheio de hematomas... resolvi acaricia-lo um pouco. Vi que ele deu sinais de vida. Dei mais uma trepada. Era estranho, na verdade foi a sensação mais estranha trepar com um corpo inanimado. Mas, parecia que a pica tinha vida própria e tinha mesmo. O pau dele entrou com tudo em mim. Dei um pulo pra trás e vi que aquele cacete continuava dentro de mim e o melhor, me dando prazer. Resolvi leva-lo comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110633078551649135?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110633078551649135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110633078551649135&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110633078551649135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110633078551649135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/viso-bifocal.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110597129312907414</id><published>2005-01-17T11:50:00.000-02:00</published><updated>2005-01-17T15:33:46.166-02:00</updated><title type='text'>A valsa do sonho.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Lá estava eu à espera do nosso encontro. Engraçado, nunca havia sentido aquela sensação do perfume aveludado das azaléias invadindo meus pulmões... Olhei para o lado e vi o maior campo de azaléias que jamais havia visto. E, bem lá no meio, correndo entre as flores, fazendo levantar uma revoada de borboletas, uma menina. Ela usava um vestido branco, comprido, daquele tipo de pano que não precisa passar para usar. Ela vinha em minha direção; crescia a cada metro e se transformava em uma mulher. Fiquei assustado no começo, admito, jamais havia visto tal garota. Conforme crescia, me parecia mais familiar. Foi quando meu panda - o Astrogildo - soltou bem ali, entre as flores, dois pequenos peixes, tinham nomes engraçados, não me lembro os nomes agora. Só sei que eles nadavam rápido, pareciam golfinhos quando acompanham o barco em alto mar, e também pulavam, fazendo graça para o sol em direção à menina. Pareceu-me que a vida inteira eles haviam nadado em campos de flores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;E lá estava eu. Mais um momento mágico de um encontro real. Engraçado como não havia visto o panda até precisar dele. Se não fosse por ele... Os peixes nadavam rápido em direção à menina que a essa altura já era uma mulher, alta, de longos cabelos negros e um sorriso que se ornava de forma perfeita com a leveza do clima. Assim que viu os pequenos peixes se aproximarem, parou, olhou e após uma breve conversa continuou correndo em minha direção. O sol se exibia sem pudores, parecia ansioso pela chegado do clímax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente ela havia chegado, um minuto antes do que havíamos combinado, bem em frente ao portão de ferro, na calçada de paralelepípedos quadrados - uns cinza e outros preto -, uma e cinqüenta e quatro da madrugada, com o sol genialmente a pino. Ela me reconheceu por causa do panda, havia avisado que estaria com ele. O momento era imenso demais para existir qualquer coisa além de nós. Senti sua mão encostar em meu ombro, tinha certeza que era ela. Definitivamente ela havia conseguido, esse era o nosso encontro perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panda soube entender, pegou sua rede e foi caçar borboletas. Os peixes souberam entender e decidiram nadar no campo de girassóis de Van Gogh, a uns setecentos metros dali. As azaléias saíram, dançando bastante, para deixar no ar o seu perfume e algumas borboletas. O sol dividiu seu espaço com a lua, e escondeu-se só um pouco, para dar lugar ao céu de Monet. Um canário, daqueles com cabelo engraçado, cantava, embalando nosso encontro. O engraçado mesmo era que o seu canto mascarava a realidade, as desavenças, as diferenças, as expectativas e isso nos despertou uma tremenda vontade de dançar. Assim, dançamos, nos escondendo de nós mesmos, entre passos vacilantes, na falsa valsa do sonho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110597129312907414?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110597129312907414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110597129312907414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110597129312907414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110597129312907414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/valsa-do-sonho.html' title='A valsa do sonho.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110544921039940375</id><published>2005-01-11T11:12:00.003-02:00</published><updated>2005-02-15T17:51:38.756-02:00</updated><title type='text'>"Raspinhas" de limão à frustração seca.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;20 gramas de casca de limão raspada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 pessoa pela qual você se sinta atraido(a)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 porção de delírios solitários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 colher de chá de sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 parte de encontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 dose de conversa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 dose de falta de receptividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;3 garrafas de cerveja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Modo de Preparo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Conheça a pessoa e comece a acrescentar uma porção de delírios solitários, em pequenas doses, por um período de aproximadamente quatro dias. Junte a isso uma parte de encontro e despeje de uma só vez a colher de chá de sonhos. Mexa tudo e espere a parte do encontro fazer seu efeito*. Excelente! Agora, raspe bem o limão e deixe a casca em uma vasilha azedando até o dia seguinte. Vá despejando, aos poucos, a dose de conversa e as 3 garrafas de cerveja. Quando o efeito do encontro chegar ao final - fique tranqüilo(a), você saberá exatamente quando isso acontecer - acrescente de uma só vez a dose de falta de receptividade. Aqui, vale um porém: tem gente que prefere acrescentar a falta de receptividade aos poucos durante a conversa. Isso faz com que as "raspinhas" de limão à frustração seca fiquem muito mais amargas, mas vai do gosto. Pronto! Agora é só deixar descansar até o dia seguinte e acrescentar a casca de limão, que a essa altura já deve estar bem amarga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;* É normal que a parte de encontro, quando misturada à porção de delírios solitários e à colher de chá de sonhos cause uma certa expectativa e alguma arritmia cardíaca. O importante nesse momento é tentar manter a calma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110544921039940375?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110544921039940375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110544921039940375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/raspinhas-de-limo-frustrao-seca.html' title='&quot;Raspinhas&quot; de limão à frustração seca.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110553854368900341</id><published>2005-01-11T11:12:00.002-02:00</published><updated>2005-01-12T12:02:23.690-02:00</updated><title type='text'>Lettícia Marcon escreveu para mim.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;"tava lá nos seus dedos espivitados digitando sem parar com uma força desnecessária, mas era ansiedade. olha pro teclado, olha pra tela, olha pro teclado, vai pro take dos devaneios, esquece da tela por um bom tempo, volta para o teclado pelo barulho estalado, ou por um atendimento desesperado. saco."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Valeu Lett, você é realmente linda. Se você permitir, colocarei esse texto no meu livro. Beijão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110553854368900341?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110553854368900341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110553854368900341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110553854368900341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110553854368900341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/lettcia-marcon-escreveu-para-mim.html' title='Lettícia Marcon escreveu para mim.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110553838278249296</id><published>2005-01-11T11:12:00.001-02:00</published><updated>2005-01-12T11:59:42.783-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Deus não existe. Verdades são mentiras. Você vive pra morrer. E ainda existem sádicos que dizem que eu tenho que viver na realidade."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Felippe Motta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110553838278249296?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110553838278249296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110553838278249296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/deus-no-existe.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110546411400657604</id><published>2005-01-11T11:12:00.000-02:00</published><updated>2005-01-11T16:06:41.223-02:00</updated><title type='text'>Cozido anti-realidade ao molho letárgico (porção unitária).</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 bala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;2 saquinho de coca (opcional)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;2 cigarros do capeta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;12 garrafas long neck de cerveja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;6 garrafas de água&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 saco de milho de pipoca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 porção de balada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 porção de praia com raios do alvorecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Modo de Preparo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Comece a preparar o cozido cedo. Quanto antes, melhor. Guarde o saco de milho de pipoca no bolso. Vá derramando as cervejas, uma a uma, durante aproximadamente quatro horas. Chegou a hora de acrescentar a bala. Misture-a bem com cerveja e deixe descansar por meia hora.Acrescente imediatamente a porção de balada. Pessoalmente, esta é a parte de que eu mais gosto: agite bem durante umas seis ou oito horas e, durante esse período, não se esqueça de misturar água à vontade - no mínimo, seis garrafas de 500ml. Lembre-se: após as três primeiras horas de agitação você pode polvilhar o saquinho de coca, mas essa parte é opcional. Para finalizar, basta acrescentar uma porção de praia com raios do alvorecer e enfeitar o prato com muita fumaça. Para isso, acenda os cigarros do capeta - um de cada vez. Pronto, agora é só aproveitar o seu delicioso cozido anti-realidade ao molho letárgico jogando os milhos sobre as ondas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110546411400657604?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110546411400657604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110546411400657604&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110546411400657604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110546411400657604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/cozido-anti-realidade-ao-molho.html' title='Cozido anti-realidade ao molho letárgico (porção unitária).'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110527227725538068</id><published>2005-01-09T10:03:00.000-02:00</published><updated>2005-01-09T10:04:37.256-02:00</updated><title type='text'>Escrever é...</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Tem gente que precisa estar bêbado pra escrever. Tem gente que precisa estar drogado pra escrever. Tem gente que precisa estar de bem com a vida pra escrever. Tem gente que precisa estar de mal com a vida para escrever. Tem gente que precisa estar apaixonado para escrever. E eu, bom, eu preciso de tudo isso para escrever. E nesse final de semana, com todos esses quesitos em dia, voltei a escrever. Estou escrevendo como um alucinado e, em breve, após uma pequena revisão em um estado mental menos deturpado, publicarei novamente meus contos aqui. A única coisa que posso adiantar é o prefácio do livro que comecei a escrever. Esse é um projeto novo, por isso, ainda não tem nome. Mas, dá pra ter uma idéia do que está por vir. Dá uma sacada na insanidade.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110527227725538068?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110527227725538068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110527227725538068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/escrever.html' title='Escrever é...'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110527197048910396</id><published>2005-01-09T09:57:00.000-02:00</published><updated>2005-01-09T09:59:30.490-02:00</updated><title type='text'>Pré-Saga. </title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Acordei com uma puta ressaca naquela manhã. As lembranças do noite que parecia não ter acabado estavam ainda amargas em minha boca. Flashes nebulosos de bichas pulando um em cima dos outros, de vadias curitibocas egocêntricas e de litros e mais litros de whisky, vodca e cerveja teimavam em voltar pelo meu esôfago. Corri para o banheiro, me ajoelhei e abracei a louça. Os jatos forravam o resto de mijo, sei lá de quem, que ainda estava por ali. A cada jato um flash, a cada flash a noite ia se montando de forma desordenada, como um filme do Tarantino, na minha cabeça. Até que, de repente, veio o flash que faltava: eu tinha feito o trato mais idiota da minha vida. Mas que merda! Tinha combinado com um amigo pintor a troca mais idiota da minha vida: um livro meu por um quadro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade já havia tentado diversas vezes. Mas ele dizia que não podia se desfazer dos quadros, que tinha muito apego sentimental e essa babaquice toda. Mas isso só durava até um sujeito gostar e oferecer uma boa grana pela tela. Aí o apego sentimental sumia. O fato é que, de saco cheio de tentar ser convencido a me dar um quadro, ele me propôs uma troca: eu escrevia um livro pra ele, sobre ele, de umas oitenta páginas e ele me dava um quadro, qualquer um. Na hora me pareceu justo, afinal estava bêbado, chapado e sentado no chão de sua casa, rodeado de quadros, com um cigarrinho na mão. Topei na hora. Pareceu-me tão justo, tão certo, que resolvi não questionar. O único problema é que eu não sou escritor, não sei o que dizer a respeito dele e com certeza o tempo que vou demorar para escrever essa merda de livro, se é que eu vou conseguir, vai dar para ele pintar uns mil quadros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, além da ressaca tenho um livro para escrever. Oitenta páginas sobre o Juarez. Só mesmo um idiota como eu pra me meter numa fria dessas. Bom, como não vamos falar a respeito da minha idiotice – pelo menos não nesse livro – e sim sobre o Juarez vamos lá. Ah, sim, não posso me esquecer que ele pediu para não colocar ele envolvido em nenhuma viadagem. Isso ficou bem claro no trato: &lt;em&gt;Felippe, você pode escrever sobre o que quiser, só não me coloque no meio de nenhuma viadagem! Nada de cu! Sem cu, ouviu?&lt;/em&gt; OK. Sem veados, nem cu Juarez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110527197048910396?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110527197048910396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110527197048910396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110527197048910396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110527197048910396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2005/01/pr-saga.html' title='Pré-Saga. '/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110099700596579907</id><published>2004-11-20T22:28:00.000-02:00</published><updated>2004-11-20T22:30:05.966-02:00</updated><title type='text'>Desculpas nem tão sinceras oriundas do fundo de minhas estranhas entranhas.</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Olha, se alguém ainda entra aqui, me desculpe de verdade. Fiquei sem postar durante algum tempo, pois minha vida virou de pernas pro ar e eu fiquei ali, observando a calcinha de algodão, rosa com bolinhas brancas da vida, enquanto ela esperneava e tentava novamente se levantar e entrar nos eixos. Agora, parece-me que a vida irá permanecer seguindo seu rumo por mais algum tempo, por isso, se você quiser se divertir com a loucura alheia - ignorando o fato de ser um psicopata hipócrita que disfarça suas insanidades em trejeitos mecânicos e ridículos - leia o conto abaixo. É novo e garanto que escrevi com o coração. Até a próxima atualização.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110099700596579907?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110099700596579907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110099700596579907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/11/desculpas-nem-to-sinceras-oriundas-do.html' title='Desculpas nem tão sinceras oriundas do fundo de minhas estranhas entranhas.'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-110099640467510952</id><published>2004-11-20T22:17:00.000-02:00</published><updated>2004-11-20T22:20:04.676-02:00</updated><title type='text'>A carta do verdadeiro amor</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Não agüentei ficar ao seu lado e não tentar nada. Sabia que não podia tentar nada. Você nem sabe quem eu sou. O problema é que eu já te conheço há tanto tempo que às vezes chego quase a não resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa embriagado pra variar. Aliás, estou escrevendo essa merda toda completamente bêbado. Por isso, desculpa a letra e os possíveis erros de português. Nunca fui muito bom em português, bêbado então. Sentei no chão – na minha casa não tem cadeiras, mas isso você ainda não sabe – e comecei a transcrever meus sentimentos. É que sob o efeito do álcool fica mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço você há três anos. Você pode não se lembrar, mas dançamos forró em uma festa. Nunca dancei, quiçá forró. Você me desvirginou nessa arte e depois nunca mais dancei com ninguém. Você foi minha primeira e única. Desde então guardava comigo em segredo a vontade de te ter novamente em meus braços. Claro que em uma cidade como Curitiba te vi outras vezes durante esses anos. Claro. Mas você me esqueceu e eu passei a te admirar a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, por uma ironia do destino, fiquei amigo da sua melhor amiga. Não sabia que ela era sua melhor amiga até o dia em que reforçando a ironia do destino contei sobre você. Ela foi a primeira a ouvir a nossa história. Só quando terminei de contar, ela me falou que era sua melhor amiga. Depois, o pessoal que conhece você foi brotando aos montes na minha vida. Não sabia o que fazer. Pela primeira vez em três anos você estava novamente próxima de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a nos encontrar. Eu era novidade para você, mas você era a mesma de sempre para mim. A cada encontro nosso conversávamos. A cada e-mail que te mandava ficava com medo. Mas, infelizmente, não sabia o que falar. Você se tornou intocável, inconquistável. Uma musa. Sei que isso tudo é louco demais e exatamente por isso nunca falei nada. Se o tivesse feito com certeza teria te assustado e te perderia para sempre. Estou condenado e como tal devo aceitar o meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir quero que fique claro que não culpo você, muito pelo contrário, só tenho a agradecer. Toda minha vida ansiei amar alguém e você me proporcionou isso. Meu único lamento é não ter morrido quando tive você em meus braços, mas nunca é tarde. Adeus e até breve...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A carta não deixava dúvidas, se tratava de um suicídio. Mas o coração, cirurgicamente arrancado, colocado na mão esquerda da vítima, mostrava claramente que existia um novo serial killer na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-110099640467510952?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/110099640467510952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=110099640467510952&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110099640467510952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/110099640467510952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/11/carta-do-verdadeiro-amor.html' title='A carta do verdadeiro amor'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109960195771627396</id><published>2004-11-04T18:59:00.000-02:00</published><updated>2004-11-04T19:00:59.760-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/delusionsofgrandeur.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/delusionsofgrandeur.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Jerome Lawrence&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109960195771627396?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109960195771627396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109960195771627396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/11/o-neurtico-constri-um-castelo-no-ar.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109959973694139826</id><published>2004-11-04T18:20:00.000-02:00</published><updated>2004-11-04T18:22:16.943-02:00</updated><title type='text'>Estrela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Hipocondríaco assumido, imaginou de tudo. Talvez fosse de origem neurológica, causada por algum comprometimento nos nervos ou talvez fosse vascular, provavelmente um déficit na irrigação sangüínea. Depois imaginou que pudesse ser efeito colateral do Ritonavir, remédio usado no tratamento da AIDS. Então lembrou que não tinha a doença e que sabia desse efeito colateral apenas por um depoimento que havia lido na Internet de um soropositivo em estágio terminal. Talvez estivesse hiperventilando. Esse, definitivamente, era um sintoma de hiperventilação corpórea. Não podia ser, ele estava sentado ali há horas, quando muito movendo o dedo para clicar o mouse. Imaginou o pior: Lúpus – doença inflamatória de causa desconhecida – que entre muitos efeitos causa dor na ponta dos dedos e em casos mais avançados até pontos de gangrena na região irrigada pelos vasos comprometidos. Mas o que ele sentia não era bem uma dor, era mais um formigamento na ponta dos seus dedos do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou ali, abrindo e fechando a mão direita durante cerca de quinze minutos e nada. O formigamento não passava. Conversou com seu colega da baia ao lado a respeito do problema que lhe afligia mas não obteve muita atenção. Pediu para sair mais cedo e foi direto para uma farmácia. Após um breve exame do farmacêutico, foi instruído de que, aparentemente, não havia nada, e que se o formigamento não passasse até o dia seguinte, que procurasse o médico. Ele não gostou do parecer. E se fosse lúpus? Até o dia seguinte era tempo o suficiente para desenvolver uma gangrena. Ligou para um médico, não tinha horário. Ligou para outro, só dali a uma semana. Tentou mais um e nada. O único médico que podia atende-lo o quanto antes só estaria disponível no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa preocupado, abriu seu pequeno armário de medicamentos – era daquele tipo que imitava os antigos armarinhos médicos da década de 20 – e procurou algo que pudesse tomar, só por precaução. Tomou dois antiinflamatórios e preparou uma bacia com gelo para mergulhar a mão. Deitou em sua cama e, sob o efeito dos remédios, não demorou muito para cair em um sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou cerca de seis horas depois, com a nítida sensação de que sua mão estava tentando lhe puxar. Desmaiou. Acordou novamente duas horas e meia depois. Olhou para sua mão e soltou um grito surdo, seco e desesperador. Em cada dedo de sua mão haviam nascido ratos brancos, desses de laboratório, que se mexiam de forma desconexa, como se tivessem convulsões e tentassem se livrar daquela mão que teimava em prendê-los. Volta e meia eles se mordiam, mas ele não sentia dor. Não sentia mais nada, não eram mais seus dedos, eram ratos vivos presos à sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu na cozinha e amarrou um saco plástico de mercado em volta de sua mão, para evitar ficar vendo aquela cena surreal. Pegou o telefone na sala e ligou para os médicos com quem havia falado ontem. Contou a história umas dez vezes, e em todas foi ignorado ainda pelas secretárias. Resolveu ligar para sua ex-namorada e contou a história. Ouviu um sonoro &lt;em&gt;Você está doente! Você precisa de ajuda.&lt;/em&gt; E pronto, o telefone ficou mudo. Ele achou engraçado, apesar de estar desesperado com aquela situação achou muito engraçado a resposta dela. O tempo em que permaneceram juntos ele vivia dizendo isso para ela e, inclusive, essa havia sido a gota d’água para o fim do relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber para quem recorrer e com seu coração tomado pelo medo absoluto, chegou à única solução cabível naquela situação. Foi até a cozinha, pegou um cutelo bem afiado, desenrolou o saco plástico de sua mão e fitou calmamente, como quem tenta achar coragem em um poço sem fundo de desespero, os ratos em sua mão direita. Após alguns segundos, pegou o cutelo e decepou, bem na base, seu dedão. O rato saiu correndo, subiu pela cortina branca deixando um rastro de sangue e sumiu pela janela. Não sentiu dor nenhuma, mesmo o sangue não parando de jorrar não sentiu dor, estava era aliviado. Repetiu o ato mais quatro vezes, e os ratos foram correndo, cada um para o seu canto. Uns foram para o ralo da cozinha, outro saiu por debaixo da porta da sala e um outro resolveu seguir o caminho do primeiro, deixando seu rastro de sangue pela cortina até sumir pela janela. O sangue jorrava de seus cinco cotocos de dedos. Não demorou muito para que ele desmaiasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedido de sua ex-namorada, a trupe do manicômio não demorou a chegar, mas não a tempo de deixarem de presenciar o verdadeiro massacre que havia ocorrido naquele recinto. Bateram uma vez e nada. A segunda vez e nenhuma resposta. Na terceira tentativa arrombaram a porta e viram ele estirado ali no chão, com um cutelo na mão e envolto em uma poça de sangue que se formava a partir de sua mão direita, que por sinal não tinha nenhum dedo. Os enfermeiros pegaram a maca e o levaram direto para a internação. Desde então, sempre que não está sedado escuta a mesma pergunta: &lt;em&gt;Onde você guardou seus dedos?&lt;/em&gt; Ao que ele prontamente responde: &lt;em&gt;Não eram dedos, eram ratos.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109959973694139826?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109959973694139826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109959973694139826&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109959973694139826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109959973694139826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/11/estrela.html' title='Estrela'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109926488197142774</id><published>2004-10-31T20:17:00.000-03:00</published><updated>2004-10-31T20:21:21.970-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"LÁPIDE 1: epitáfio para o corpo - Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas. "&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Paulo Leminski&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109926488197142774?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109926488197142774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109926488197142774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/lpide-1-epitfio-para-o-cor_109926488197142774.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109898835592368826</id><published>2004-10-28T15:31:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T15:37:24.390-03:00</updated><title type='text'>Coração Partido ao Molho de Lágrimas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 coração humano adolescente&lt;br /&gt;1 porção de amor não correspondido&lt;br /&gt;1 pitada de orgulho&lt;br /&gt;1 CD do Tim Maia&lt;br /&gt;Lágrimas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Modo de Preparo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Deixe o coração humano cozinhar em banho Maria por um tempo, até chegar o ponto. Assim que isso acontecer – não se preocupe você saberá quando o chegar o ponto – acrescente 1 porção de amor não correspondido e espere o coração partir. Coloque o CD do Tim Maia, deixe tocando e acrescente uma pitada de orgulho. Excelente! Agora é só esperar as lágrimas para temperar o seu coração partido a vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109898835592368826?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109898835592368826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109898835592368826&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898835592368826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898835592368826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/corao-partido-ao-molho-de-lgrimas.html' title='Coração Partido ao Molho de Lágrimas'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109898827718076729</id><published>2004-10-28T15:30:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T15:54:43.600-03:00</updated><title type='text'>Salada de Depressão e Beterrabas ao Molho de Pimenta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;3 porções de trabalho&lt;br /&gt;1 porção de chefes&lt;br /&gt;1 porção de contas&lt;br /&gt;½ porção de salário&lt;br /&gt;2 porções de regras&lt;br /&gt;1 porção de hipocrisia social&lt;br /&gt;2 beterrabas&lt;br /&gt;Molho de pimenta&lt;br /&gt;Nuvens cinzas de Curitiba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Modo de Preparo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Comece dividindo o seu dia em 4 porções. Transforme 3 porções do seu dia em porções de trabalho e acrescente a isso 1 porção de chefes, 2 porções de regras, 1 porção de hipocrisia social e 2 beterrabas. Pique tudo em cubos, misture com a mão e deixe na geladeira por 1 mês. Após esse período, tempere com 1 porção de contas, ½ de salário e acrescente molho de pimenta e nuvens cinzas de Curitiba à gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109898827718076729?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109898827718076729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109898827718076729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898827718076729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898827718076729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/salada-de-depresso-e-beterrabas-ao.html' title='Salada de Depressão e Beterrabas ao Molho de Pimenta'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109898788443709202</id><published>2004-10-28T15:14:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T15:29:39.903-03:00</updated><title type='text'>Nata da Felicidade ao Molho de Cerejas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1 xícara de cafezinho de raios de sol do alvorecer&lt;br /&gt;1 pitada de inocência&lt;br /&gt;2 ovos&lt;br /&gt;2 colheres de sobremesa de cabelo de Glock&lt;br /&gt;1 colher de sopa&lt;br /&gt;6 cerejas bem vermelhas&lt;br /&gt;Riso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de Preparo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fure os 2 ovos com um arame em uma de suas pontas, deixe escorrer os seus conteúdos ralo abaixo e separe as cascas. Em um refratário misture 1 xícara de cafezinho de raios de sol do alvorecer com uma pitada de inocência. Misture bem até chegar ao ponto de clara de sol. Deixe descansar por 15 minutos, 3 segundos e 22 centésimos. Enquanto isso, pegue a colher de sopa e comece a tentar equilibrá-la no nariz, se estiver afim, você pode ir comendo as cerejas, uma por uma, ou todas de uma vez. O importante neste momento é deixar que o suco das frutas escorra por entre os seus lábios. Agora é só acrescentar o cabelo de Glock, jogar as cascas de ovos em alguém que estiver próximo e acrescentar riso à gosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109898788443709202?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109898788443709202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109898788443709202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898788443709202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109898788443709202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/nata-da-felicidade-ao-molho-de-cerejas.html' title='Nata da Felicidade ao Molho de Cerejas'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109882518810588189</id><published>2004-10-26T18:11:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T12:01:18.636-03:00</updated><title type='text'>Adeus minha loira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Lembro como se fosse hoje a primeira vez que nos encontramos. Não sabia direito o que fazer e meus pensamentos eram confusos. Um misto de desejo e medo. Assim que encostei em você senti a palma de minha mão ficar gelada e suar. Dizem que isso é normal, pois até hoje tenho a mesma sensação quando nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi sempre uma boa companheira. Na alegria e na tristeza estávamos juntos. Quando fui expulso de casa, quando meu patrão me demitiu, quando briguei com meu melhor amigo, quando ninguém sequer perdia tempo comigo, quando roubei a primeira vez, quando matei aquele cara, você esteve sempre ali, ao meu lado. Calada, me preenchendo, me ajudando. O seu jeito de me consolar sempre fazia os meus problemas desaparecerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que você já não tenha me dado alguma dor de cabeça, muito pelo contrário, já me deu muita. Mas, como em qualquer relacionamento, superamos isso juntos. Somos o que muitas pessoas chamam de uma união que deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos conhecemos há tanto tempo que nunca achei que fosse falar isso pra você: está tudo acabado entre nós minha loira. Esse é o fim do nosso relacionamento. A culpada não é você, sou eu. Eu mudei. Cansei de você, da gente, dessa união tão perfeita. Resolvi acreditar nos meus amigos, eles dizem que você está me matando. Sei que vai ser difícil pra você continuar a existir sem a minha companhia noite adentro. Mas tenha certeza de que está sendo muito mais difícil pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje, estamos aqui nessa mesa. Nesse bar onde tudo começou há 26 anos atrás. Pra relembrar o que passamos e termos a mais que merecida despedida. Só eu e você, cerveja. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109882518810588189?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109882518810588189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109882518810588189&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109882518810588189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109882518810588189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/adeus-minha-loira.html' title='Adeus minha loira'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109866427247625547</id><published>2004-10-24T21:29:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:53:05.493-03:00</updated><title type='text'>O desenhista de almas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Ele a encontrou em um bar no Centro da cidade. Era noite, não muito tarde, e ela estava tomando seu chopp quando foi abordada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem cá, você já foi desenhada por alguém?&lt;br /&gt;- Não eu... eu nunca pra falar a verdade.&lt;br /&gt;- Gostaria de te desenhar algum dia.&lt;br /&gt;- Desenhe agora então, posso ver que você está com lápis e papel.&lt;br /&gt;- É tem razão, estou com o material, mas não estou preparado.&lt;br /&gt;- Mas você é ou não é um bom desenhista?&lt;br /&gt;- Claro que sou!&lt;br /&gt;- Então desenhe.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- O que eu faço?&lt;br /&gt;- Erga a cabeça, sorria e mantenha-se parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou seu papel e seu lápis e com toda a calma do mundo começou seu trabalho. Com muito cuidado passava o lápis por sobre aquele papel branco e macio. Era como se ele não quisesse ferir o papel. De vez em quando usava a borracha, mas bem devagar para não deixar marcas. Estava cuidando de cada detalhe. Invariavelmente, fazia pose de quem estava tentando se lembrar de alguma coisa, parava, pensava, pensava e voltava sua concentração novamente ao ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após meia hora, ele entregou seu desenho. Ela analisou detalhadamente cada parte. Parou, secou uma lágrima teimosa que não parava de querer cair de seu olho avermelhado puxando para o castanho. No papel que pegou leu o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“ Seu sorriso. Uma caixa de música em Madri Pérola, pronta para tocar os ouvidos de poucos privilegiados que ousem navegar pela imensidão vermelha de sua saborosa língua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos, olhos, olhos. Pequenas janelas abertas para sua alma delicada. Olhos que emitem uma luz castanha, que dão, ao mais desesperado dos mortais esperança de que dias felizes que estão por vir, assim que o cinza se for. For, seja. Seja cabelos bem enrolados, como um carretel de linha d’ouro, onde corre uma canção de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua simples presença faz a vida brilhar. Seus gestos fazem a vida ter um sentido. Sua presença ilumina o mais sombrio dos lugares.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o desenho mais lindo que alguém já fez de mim. – disse ela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109866427247625547?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109866427247625547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109866427247625547&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109866427247625547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109866427247625547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/o-desenhista-de-almas.html' title='O desenhista de almas'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109845011995606323</id><published>2004-10-22T10:01:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:50:14.510-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Nossos bolsos estavam cheios de dengue, portanto, não havia realmente necessidade, do ponto de vista de crastar mais tutu, de toltchocar um veque velho qualquer num beco e videar ele nadando no próprio sangue..."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Alex&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109845011995606323?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109845011995606323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109845011995606323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/nossos-bolsos-estavam-cheios-de-dengue.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109838680604786084</id><published>2004-10-21T16:24:00.000-03:00</published><updated>2004-11-04T18:45:20.173-02:00</updated><title type='text'>Amor Passageiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seus seios apareciam parcialmente revelados no decote de sua roupa. Lindos, médios, alvos, duros como pêras proibidas dos jardins suspensos. Diretamente acima dele seu colo, limpo, sem jóias, porém mais valioso que qualquer adereço criado pelo homem. Ligando, por uma estrada de finas veias de sangue azul, seus seios ao seu rosto. Perfeito, com traços delicados e salientes olhos castanhos, em que perdi cerca de trinta minutos analisando calmamente cada traço tímido da expressão da inocência, até chegar a seus cabelos. Macios, longos, no cumprimento da cintura, castanhos puxados para o loiro e lisos. Não consegui enxergar nenhum traço de imperfeição. Estava extasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a análise, pensei na possibilidade de ficarmos juntos, de casarmos e quem sabe até termos filhos. Naquele momento parecia algo perfeitamente aceitável. Ela bocejou, eu também. Tive a certeza então de que havíamos sido feitos um para o outro. Viveríamos felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E suas preferências? Seria necessário conhecer mais a respeito dela. Tinha que saber sua cor preferida, sua flor preferida, sua posição preferida. Tinha que me lembrar exatamente há quanto tempo estávamos juntos, qual era nossa música preferida e qual o momento em que tive a certeza de que ela era a mulher da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso construiríamos com o tempo. Agora era a hora de falar tudo isso para ela. Antes que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela virou as costas e foi embora. Não pude deixar de notar suas nádegas, entumecidas, passarem pela minha frente. Segui-a, como um cão que corre atrás de uma cadela no cio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Explicando o inexplicável.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O caso é o seguinte: a menina em questão tem cerca de treze anos de idade e eu, bom, eu tenho quarenta e seis. Por isso, deixo que você decida o final desse conto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Passando a bola para um dos três finais.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Final 1 – Corri em sua direção, pedi que esperasse. Após me ignorar por alguns metros de caminhada, perguntou sobre o que se tratava. Expliquei que estava apaixonado por ela, que ela era a mulher da minha vida e que sabia que a diferença de idade impedia nosso relacionamento. Ela abriu um sorriso tímido, gostou. Disse que tinha apenas treze anos e que seu nome era Helena. Pedi seu telefone e disse que ligaria quando ela completasse a maioridade, daqui a cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final 2 – Caminhei em sua direção. Peguei-a pelo braço e a joguei contra a parede da viela. Estava escuro e assim que ela bateu com a cabeça, desmaiou. Abri sua calça, rasguei sua roupa e, com um misto de excitação e medo, enfiei minha pica na sua xoxotinha virgem. Gozei dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final 3 – Segui ela por algumas quadras. Não sabia direito o que estava fazendo, nem por que estava fazendo. Sei que no meio do caminho me lembrei da minha esposa, dos meus filhos, que por sinal eram mais velhos que ela, e de toda a vida que estava prestes a desperdiçar. Parei e voltei para casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109838680604786084?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109838680604786084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109838680604786084&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109838680604786084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109838680604786084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/amor-passageiro.html' title='Amor Passageiro'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109812472667888534</id><published>2004-10-18T15:38:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:47:15.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/escadas.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/escadas.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do mesmo modo e por toda a parte."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Einstein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109812472667888534?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109812472667888534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109812472667888534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/o-tempo-relativo-e-no-pode-ser-medido.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109728084928135852</id><published>2004-10-08T21:13:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:42:25.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O importante na obra de arte é o espanto."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Charles Baudelaire&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109728084928135852?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109728084928135852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109728084928135852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/o-importante-na-obra-de-arte-o-espanto.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109727945704359123</id><published>2004-10-08T20:50:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:40:08.426-03:00</updated><title type='text'>A História de Roberto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Roberto era o que as pessoas costumam chamar de erro genético. A começar por seus pais, um traficante negro carioca e uma turista chinesa hippie. Nasceu na China, em um pequeno vilarejo, de nome quase impronunciável, a 456 quilômetros de Pequim. Lá ficou, como um estranho no ninho, 17 anos. Até resolver morar no Rio de Janeiro para procurar seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que Roberto não encontrou seu pai e claro que conheceu o amor da sua vida. Ele se apaixonou por uma putinha da Atlântica e ela por ele. Viveram um romance que não devia nada a qualquer daqueles filmes mela cuecas americano, um pouco mais hardcore talvez. Roberto começou a fazer bicos como aviãozinho, doleiro de puta e só quando a coisa apertava fazia “uns ganho na gringalhada”. Viveram a plenitude do amor e acabaram caindo nessa maravilhosa rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por um infortúnio do destino, sua mulher, o amor de sua vida (o amor por sua vida), foi assassinada. Seu corpo foi encontrado totalmente queimado de cigarro e com a garganta cortada, disseram que foi um de seus clientes que fez aquilo. Roberto, bom, não agüentou e perdeu seu rumo na vida, se entregando totalmente as drogas. Começou a dar o cu e a fazer uns boquetes para ganhar um dinheiro. Perdeu completamente a razão de viver. De vez em quando, mas só quando estava muito triste, pagava um travesti qualquer e arrebentava-lhe as pregas. Ele não conseguia se sentir mais atraído por mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia, em que completamente trincado de cocaína, enquanto dava pela primeira vez o rabo para um travesti, perdeu de vez o pouco que lhe restava de sua sanidade. Virou e acertou uma cotovelada, dada com toda a sua força, no maxilar do traveco. Ele desmaiou. Roberto foi até sua cozinha, pegou uma faca bem afiada e sem titubear cortou lentamente a goela dele. Depois, acendeu um cigarro e começou, com toda a tranqüilidade do mundo, a queimar o corpo inanimado do travesti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deu por si, desesperou-se. Chorou descontroladamente durante alguns minutos. Pegou uma caixinha de jóias, a única lembrança de sua amada e uma luva negra de renda, a única lembrança de sua mãe e começou a caminhar noite adentro. Até chegar lá em cima da Pedra da Gávea, ainda antes do sol nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou lá, pensando em tudo isso que foi narrado aqui, desde a época em que vivia na China até o ato que cometera minutos atrás. Ele estava a uma boa distância da beira do abismo, tinha medo de altura, e ficava contemplando o horizonte. Quando, os primeiros raios de sol sugiram, ele teve certeza: não merecia mais viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou passo a passo rumo à beira do precipício. Estava quase chegando a sua morte, quando um gato, com a barriga branca de dorso preto, pulou entre ele e o precipício. O gato olhou firmemente em direção a Roberto e ele para o gato. Foi um momento estranho, mas mágico. O gato soltou um miado e Roberto o colocou debaixo do braço. Deixando para trás, a caixinha, a luva e sua vontade de se matar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109727945704359123?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109727945704359123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109727945704359123&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109727945704359123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109727945704359123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/histria-de-roberto.html' title='A História de Roberto'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109725890837685889</id><published>2004-10-08T15:08:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:38:36.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/relogiodesalvador.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/relogiodesalvador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Leonardo da Vinci&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109725890837685889?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725890837685889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725890837685889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/o-tempo-dura-bastante-para-aqueles-que.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109725847243962575</id><published>2004-10-08T15:01:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:36:08.183-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/istonaoeumcachimbo.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/istonaoeumcachimbo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Isto não é um cachimbo."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - René Magritte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109725847243962575?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725847243962575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725847243962575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/isto-no-um-cachimbo.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109725853645183465</id><published>2004-10-08T14:53:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:34:02.516-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Passei por coisas terríveis em minha vida, e algumas delas de fato ocorreram."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Mark Twain&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109725853645183465?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725853645183465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109725853645183465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/passei-por-coisas-terrveis-em-minha.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109724520510939351</id><published>2004-10-08T11:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:16:10.000-03:00</updated><title type='text'>A Ausência da Musa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;- Ei você!&lt;br /&gt;- Pois não.&lt;br /&gt;- Olha essa criança.&lt;br /&gt;- O que tem?&lt;br /&gt;- Olha pra ela e me diz o que você acha?&lt;br /&gt;- Ah, eu achei bem bonita.&lt;br /&gt;- Então, você pode dar um nome pra ela.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- É, vai, dá um nome pra ela.&lt;br /&gt;- Ah, não sei não, mas acho que ela tá com cara de Mariana.&lt;br /&gt;- Mas eu odeio esse nome! Mariana!? Não tem como escolher outro?&lt;br /&gt;- Mas eu gosto de Mariana...&lt;br /&gt;- Eu não.&lt;br /&gt;- Sei lá então, põe Roberta.&lt;br /&gt;- Roberta? Roberta? Parece piada.&lt;br /&gt;- Então não sei, decide você, o filho é seu... Que mulher mais louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana, vira as costas e vai embora sem conseguir dar o nome de sua mãe, Roberta, a criança. E Roberta fica ali, parada, sem saber qual nome dar ao filho da amante de seu marido, Mariana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109724520510939351?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109724520510939351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109724520510939351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109724520510939351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109724520510939351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/ausncia-da-musa.html' title='A Ausência da Musa'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109699502861041700</id><published>2004-10-05T13:48:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:09:21.706-03:00</updated><title type='text'>Filamentos Humanísticos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A eternidade não me dá trabalho, o problema é que cansa. Não no sentido físico, mesmo porque não tenho um corpo físico para cansar. O que cansa são as repetições, a infinita quantidade de repetições que são propagadas infinitamente universo a fora. Esse lance da onipresença nunca me foi verdadeiramente útil. Afinal, de que adianta estar em todos os lugares ao mesmo tempo, se tudo que acontece é exatamente igual. Mas um dia, um dia Eu, graças à minha onisciência, pude presenciar o momento mais sublime de toda humanidade, em pleno século XXI, quando já havia perdido totalmente as esperanças em relação a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu em um bar, em Curitiba, numa noite qualquer de uma terça-feira qualquer. João estava lá, encostado na parede, com uma latinha de cerveja na mão, quando sem dizer sequer uma palavra, me proporcionou um momento único, que fez valer ter criado a Terra e, mais, ter colocado vida nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente um ser humano conseguiu enxergar o verdadeiro motivo de estar vivo. Sem essa história de dom, de religião, de leis e esses pormenores criados por eles para eles. Um ser humano conseguiu enxergar o amor que sublima, que está em cada gesto, a cada segundo. Ali, parado, João observou um casal que se encontrava, viu naquele momento o amor transbordar em cada atitude, no abraço, nos seus lábios, nas suas palavras – mesmo sem escutá-las – em suma, em cada detalhe ele via claramente o amor. Encarou com naturalidade e começou a observar cada pessoa do bar, em cada uma via o amor. O amor entre amigos, o amor entre pessoas que se viam a primeira vez, o amor nos gestos e até no segurança conseguiu enxergar, olhando em seus olhos, o transbordar do amor. Sabe aquela música, Love is in the air, Eu adoro essa música. João conseguiu perceber o que já havia sido dito pelo meu filho em seus sermões e o que a própria música já havia perpetuado. Ele conseguiu enxergar o amor no ar, o amor que liga as pessoas, o que está na sua frente e dentro de cada um, animal, vegetal ou mineral. A Terra, bem como todo o universo, é uma grande corrente de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João percebeu que Eu era o amor. Que estava dentro dele, assim como ele estava dentro de mim. Da mesma forma como todas as pessoas estão conectadas, através de mim. Eu sou amor que move o universo. Bom, pela primeira vez estava emocionado. Esqueci minha onisciência e onipresença por alguns segundos e fiquei ali, na mente de João. Podia vislumbrar um futuro glorioso para a humanidade a partir daquele momento. Nem Gandhi havia conseguido enxergar com tanta clareza aquilo que João estava vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando um empurrão fez João acordar do momento mais sublime de toda a humanidade. Ao bater com a cabeça na parede, retomou seus sentidos a tempo de ouvir a realidade. Oh seu babaca, o que é que tá olhando pra minha mulher! Não tem nada pra fazer não? Vê se acha uma pra você e pára de olhar pra mulher dos outros, se não quiser entrar na porrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ódio insano apagou seus pensamentos. O sujeito era bem maior que ele. O que não impediu João, sem dizer uma palavra e com a fisionomia tomada pela ira, de acertar-lhe uma joelhada no escroto. Seguida por uma cotovelada na face e dezenas de chutes e murros no corpo já inerte à sua frente. Continuou seu pequeno massacre até ser segurado pelo segurança, que não conseguiu evitar o traumatismo craniano e dois dias depois a morte do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre arbítrio, talvez esse tenha sido o meu maior erro na humanidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109699502861041700?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109699502861041700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109699502861041700&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109699502861041700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109699502861041700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/filamentos-humansticos.html' title='Filamentos Humanísticos'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109674674257756802</id><published>2004-10-02T16:51:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:07:19.943-03:00</updated><title type='text'>Roda Viva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Já era tarde da noite quando aquela velha me abordou na Rua XV. Estava frio, era inverno e eu estava completamente embriagado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei, menino!&lt;br /&gt;- Não tenho dinheiro.&lt;br /&gt;- Não é isso o que eu quero.&lt;br /&gt;- E o que é então?&lt;br /&gt;- Segura meu pau.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Meu pau, esse bastão aqui, segura.&lt;br /&gt;- Pra que serve essa merda?&lt;br /&gt;- Bate com ele na minha cabeça. Agora! Com toda a sua força.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Vamos, bate logo.&lt;br /&gt;- Você quer que...&lt;br /&gt;- É, vai, bate com esse bastão na minha cabeça.&lt;br /&gt;- Eu não vou fazer isso porra nenhuma. Cê ta louca?!&lt;br /&gt;- Bate, vamos.&lt;br /&gt;- Eu não. Toma de volta esse bastão.&lt;br /&gt;- Vamos menino, bate com esse pau na minha cabeça. Você vai gostar, vai gostar de ouvir o barulho da minha cabeça partindo.&lt;br /&gt;- Cê tá mesmo louca não é velha. Que foi, fugiu do hospício?&lt;br /&gt;- Vamos. Seja homem uma vez na vida e bata na minha cabeça.&lt;br /&gt;- Já falei que não vou bater e pronto. Toma de volta esse pedaço de pau.&lt;br /&gt;- Eu não vou pegar.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu deixo aqui mesmo. Tchau e ben... hei, que porra é essa?&lt;br /&gt;- Uma agulha infectada com Aids, agora é uma questão de vida ou morte.&lt;br /&gt;- Como? Não, não, estou te entendendo.&lt;br /&gt;- Funciona assim seu menino burro. Você tem cinco segundos pra pegar essa merda de bastão e acertar a minha cabeça, senão quem morre é você. Cinco, quatro, três, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois eu ainda estava ali na Rua XV. Até que um bêbado de uns quarenta e poucos anos passou por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei, cara!&lt;br /&gt;- Tô sem grana hoje.&lt;br /&gt;- Não é isso que eu quero. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109674674257756802?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109674674257756802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109674674257756802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109674674257756802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109674674257756802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/10/roda-viva.html' title='Roda Viva'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109645828791637378</id><published>2004-09-29T08:44:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:03:09.770-03:00</updated><title type='text'>A Arte de Viver para Novas Gerações</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"A obrigação de produzir aliena a paixão de criar."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Raoul Vaneigem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109645828791637378?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109645828791637378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109645828791637378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/09/arte-de-viver-para-novas-g_109645828791637378.html' title='A Arte de Viver para Novas Gerações'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109641970309247598</id><published>2004-09-28T21:58:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T11:01:53.946-03:00</updated><title type='text'>Ele &amp; Ela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Depois de muito tempo procurando, finalmente a encontrou. Foi ao acaso, como deve ser todo primeiro encontro com a mulher da sua vida. Era uma sexta-feira, o clima estava bom, e ele estava meio cansado, pois a semana tinha sido puxada no trabalho. Mas, como havia marcado com Diego para tomar umas, resolveu ir para bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou ali esperando e tomando. Uma, duas, três, quatro cervejas. Sempre foi um sujeito resistente para cerveja, por isso, enquanto esperava, bebia. Foi então, que observando as mesas, viu pela primeira vez, em uma mesa com mais quatro mulheres, ela, a mulher mais linda que já havia visto em toda sua vida. Diego estava atrasado, mas quem queria saber do Diego a essa altura, ele finalmente havia encontrado ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos olharam quando ele se levantou, chegou junto à mesa, e pediu para que ela lhe acompanhasse para tomar uma com ele. As outras mulheres da mesa pareceram não gostar muito. Mas, já acostumado com atitudes curitibocas de curitibanas metidas, simplesmente as ignorou. Ela aceitou tomar uma cerveja com ele, se levantou e foi a sua mesa. Pediu mais um copo para o garçon, que lhe perguntou Você quer que troque o copo? e ele respondeu, Não, quero um copo para a mulher da minha vida. O garçon riu e balançou a cabeça, ela riu com um ar tímido e ele apenas esboçou um sorriso entre os lábios, fixando seus olhos nos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era definitivamente linda. Cabelos loiros cacheados, que nem daquelas bonequinhas que ele via na infância e que sua mãe guarda até hoje no armário de casa. Olhos pequenos, como dois planetas cintilantes que transbordam vida. Pele branca e a altura ideal. Não usava maquiagem, o que é raro nos dias de hoje, mas para ele era simplesmente perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram ali conversando durante alguns minutos que mais pareceram anos. Trocaram confidências, compartilharam segredos e descobriram que ambos eram apaixonados por cinema. Ele por cinema comercial e ela pelo cinema arte. Nesse ponto, divergiram pela primeira vez, mas até isso ele achou maravilhoso nela. Queria ele conseguir expressar em palavras o quanto era imenso tudo aquilo que estava sentindo. Mas, por mais que tentasse, não conseguia traduzir o sentimento de ter achado a mulher que sempre procurou. O que importava é que havia achado.&lt;br /&gt;Foi quando Diego chegou, caminhou até a mesa que ele estava e ficou ali, de pé. Ele nem percebeu, estava tão entretido com a conversa que... Hei, eu tô aqui cara! O pneu furou, aí eu atrasei. Oh Diego, foi ótimo você ter se atrasado, conheci a mulher da minha vida, essa aqui é a... Cara, não tem ninguém aí, você está falando sozinho desde que eu cheguei. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109641970309247598?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109641970309247598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109641970309247598&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109641970309247598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109641970309247598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/09/ele-ela_28.html' title='Ele &amp; Ela'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109639347569106794</id><published>2004-09-28T14:42:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T10:51:10.956-03:00</updated><title type='text'>Romance com Cocaína</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;"... o atrativo principal, o mais ardente, da depravação humana é a violação do pudor e não a sua ausência."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - M. Aguêiev&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109639347569106794?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109639347569106794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109639347569106794&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109639347569106794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109639347569106794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/09/romance-com-cocana.html' title='Romance com Cocaína'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109639080328086747</id><published>2004-09-28T14:00:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T10:49:58.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/640/alemanha.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660000 2px solid; BORDER-TOP: #660000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #660000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/244/1865/320/alemanha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ontem era apenas uma idéia. Hoje nasceu.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109639080328086747?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109639080328086747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109639080328086747&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109639080328086747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109639080328086747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/09/ontem-era-apenas-uma-idia.html' title=''/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8508783.post-109638123583338155</id><published>2004-09-28T11:16:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T10:49:06.160-03:00</updated><title type='text'>Literatura de Bordel</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Isto não é um blog."&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8508783-109638123583338155?l=literaturadebordel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/feeds/109638123583338155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8508783&amp;postID=109638123583338155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109638123583338155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8508783/posts/default/109638123583338155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literaturadebordel.blogspot.com/2004/09/literatura-de-bordel.html' title='Literatura de Bordel'/><author><name>Felippe Motta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01371998339404803024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
